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Adultos - Betel

A revelação do mistério chamado Igreja

Publicado

em

EDIÇÃO: 96 – 4º Trimestre – Ano: 2021- Editora: BETEL

LIÇÃO – 06 – 07 de novembro de 2021

TEXTO ÁUREO

“E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou.” Efésios 3.9

VERDADE APLICADA

A Igreja de Cristo é a portadora da revelação dos mistérios da graça divina a todos os povos e nações.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Efésios 3

3. Como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima em pouco vos escrevi;

4. O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas,

5. Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,

6. Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus, nosso Senhor,

7. No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda-feira – Rm 16.25
A revelação do mistério que esteve oculto.

Terça-feira – II Co 9.8
Deus é poderoso para fazer abundar a graça.

Quarta-feira – Gl 4.7
Somos herdeiros de Deus por Cristo.

Quinta-feira – Gl 5.2
Exortação a conservar a liberdade cristã.

Sexta-feira – Cl 2.2
Cristo: conhecimento do mistério de Deus.

Sábado – II Tm 1.11
Paulo: pregador e apóstolo dos gentios.

INTRODUÇÃO

Em Jesus Cristo, judeus e gentios se tornaram um só povo. Agora, Paulo fala acerca do mistério que esteve oculto em Deus durante os séculos, a igreja (Ef 3.9).

I – A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO

Como mordomo e despenseiro da graça de Deus, Paulo esclarece como esse mistério lhe foi revelado e como foi comissionado a torná-lo conhecido de todos (Ef 3.8).

1. Paulo, o prisioneiro. Paulo se intitula como “o prisioneiro de Cristo”, declarando sua plena confiança em Deus. Ele tinha plenas convicções de que não somente havia recebido a revelação do mistério, mas também havia sido comissionado a difundi-lo entre os povos gentios (Ef 3.5-8). O teólogo e escritor Martyn Lloyd-Jones afirma que o principal motivo da prisão de Paulo foi seu anúncio do Evangelho de Cristo tanto para judeus, quanto para gentios. Ele enfureceu os líderes judeus com seu estilo de mensagem, estes, por sua vez, o conduziram à prisão em Jerusalém, e, posteriormente, a Roma. Na perspectiva de Paulo, a prisão não era algo que lhe causasse transtornos ou infelicidade, era para ele um grande privilégio. Paulo acreditava na soberania de Deus e estava ciente de que tanto sua vida, quanto sua prisão, estava sob o senhorio de Jesus.

2. Paulo, o despenseiro. Paulo cita que o Senhor o comissionou como um despenseiro do “mistério” que lhe havia revelado, e lhe deu a responsabilidade de compartilhar esse mistério com os gentios. Paulo não era apenas um prisioneiro de Jesus Cristo, era também um ministro enviado por Ele para revelar aos gentios as riquezas incompreensíveis e ocultas até então (Ef 3.7-8). Paulo havia recebido de Deus uma “dispensação” (administração). O termo “dispensação” vem de duas palavras gregas: oikos, que significa “casa”, e “nemo”, que significa “distribuir, repartir”. Indica a administração da casa, ter a chave do cofre ou ofício de alguém que a administrava. Como administrador, Paulo deveria revelar o propósito da graça de Deus a todos os homens indistintamente.

3. Paulo, o embaixador. Os judeus, como dito anteriormente, viam os gentios como incapazes e indignos. Em hipótese alguma, na visão deles, os gentios eram merecedores da glória e da graça divina. Para eles os gentios somente serviam para serem escravos de Israel ou aniquilados (Is 45.14; 60.12). É neste cenário que Deus nomeia Paulo como seu embaixador, para lhes revelar que todos tinham o mesmo direito, sendo judeu ou não (Ef 3.6). Para Paulo seu comissionamento era um grande privilégio, ele se intitula como o mínimo de todos os santos, e deixa bem claro que o cargo no qual havia sido investido era um dom da graça de Deus, um fato que é enfatizado repetidamente nas epístolas (Rm 1.1; I Co 1.1; 15.10; II Co 1.1; Gl 1.1).

II – PAULO, MINISTRO DA REVELAÇÃO DIVINA

Paulo recebe uma comissão especial da parte de Deus, que de maneira clara e precisa lhe revela o mistério oculto que deveria compartilhar com os gentios, o mistério da Igreja (Ef 3.8-10).

1. Entendendo o mistério que esteve oculto. Por três vezes nesse parágrafo Paulo faz uso das palavra “mistério” (Ef 3.3-4, 9). Essa palavra no grego não possui o mesmo significado do nosso português. Um “mistério” em nossa língua portuguesa significa algo obscuro, secreto, enigmático, inexplicável, e até mesmo incompreensível. Strong registra que em o Novo Testamento, era uma palavra usada a respeito de fatos, doutrinas, princípios etc., não revelados previamente. De acordo com John Stott, Deus não reserva Seus mistérios para uma elite espiritual. Eles são verdades, que, mesmo estando além da compreensão humana, foram revelados por Deus e pertencem abertamente a toda a igreja. Para o apóstolo, o “mistério” era um segredo que esteve oculto, mas agora desvendado (Ef 3.5).

2. A natureza do mistério revelado. Com muita clareza Paulo fala da natureza do “mistério” que o Senhor lhe havia revelado. O mistério era que gentios e judeus seriam colocados na mesma base; pela fé em Cristo, eles seriam incorporados a um novo corpo: a Igreja. E Cristo era a cabeça desse novo corpo (Ef 3.6). Paulo também apresenta três aspectos importantes desse mistério para os gentios: a) os gentios são herdeiros em conjunto com os judeus, de algo que somente por adoção se tinha direito; b) os gentios se tornaram membros do mesmo corpo, isto é, a Igreja; c) eles também eram participantes da promessa em Cristo Jesus através da pregação do Evangelho, ou seja, participariam do benefício da promessa em Cristo Jesus, quando cressem, ao ouvirem a pregação do Evangelho (Rm 9.24-26).

3. A humildade e seriedade de Paulo diante do mistério. Paulo revela algumas coisas importantes sobre sua comissão: ele fala que foi feito ministro segundo o dom da graça, ou seja, ele recebeu um chamado, não saiu por conta própria, também não está falando o que ouviu ou aprendeu com os outros, está falando das coisas que o próprio Deus lhe revelou e o enviou a dizer. Dessa forma, o apóstolo deixa claro para os destinatários da carta tanto sua autoridade como enviado, quanto a maneira pela qual ele recebeu o conhecimento e a origem da mesma (Ef 1.9-11; 3.1-7). Ele considerava a si mesmo como o mínimo de todos, reconhecia o grande privilégio de ser o portador de uma tão poderosa revelação (Ef 3.8).

III – AS RIQUEZAS DO MISTÉRIO REVELADO

A mensagem de Paulo era de boas novas grandiosas para os gentios. Consistia nas insondáveis riquezas de Cristo, as riquezas que Cristo possui em si mesmo e que outorga àqueles que vêm a Ele.

1. O mistério revelado no Novo Testamento. Desde o princípio, os gentios faziam parte do plano de Deus, e Paulo era o instrumento do Senhor para revelar à igreja em Éfeso a participação plena dos gentios na salvação efetuada na cruz. Sua grande preocupação era desfazer o falso ensinamento que havia sido disseminado por alguns judeus convertidos, como encontramos em Atos 15.1,5 e Gálatas 5.1-4. Alguns judeus afirmavam que para poder fazer parte da herança prometida a Israel, era necessário se submeter ao cumprimento de alguns ritos e cerimônias estritamente judaicas. Todavia, Deus revelou a Paulo que a graça era suficiente e que esses ritos judaicos não tinham validade alguma no Novo Pacto. Era com base nos méritos de Cristo que os gentios passaram a desfrutar de todas as bênçãos divinas (I Co 12.13; Ef 2.13).

2. O propósito pré-estabelecido por Deus. No entendimento de muitas pessoas, os gentios entraram em cena porque os judeus recusaram a Jesus e Seu Evangelho. Mas Paulo nos lembra aqui que a salvação dos gentios (nossa própria salvação) não é uma ocorrência tardia de Deus; não é algo que Deus aceitou como um bem secundário porque os judeus rechaçaram sua mensagem e convite. Atrair todos os homens a seu amor era parte do desígnio eterno de Deus. Tudo foi elaborado por Deus antes mesmo de o homem ser formado, nada aconteceu sem um propósito. Tudo foi criado para acontecer no seu devido tempo sem margem de erros. O plano divino não é desconexo, a igreja não nasceu acidentalmente (Ef 3.9-11).

3. As riquezas insondáveis de Cristo. Paulo já tinha feito uso da expressão “riquezas” (Ef 1.7, 18; 2.7), mas, agora – 3.8 – ele acrescenta um adjetivo – incompreensíveis (gr. “anexichniaston”) ou insondáveis (NAA). John Stott diz que significa, literalmente, “cuja pista não pode ser achada”, indicando tratar-se de algo que não é possível se obter mediante esforços humanos. Na versão grega de Jó 5.9 e 9.10 se refere às obras de Deus. Encontramos também este adjetivo em Romanos 11.33. Mas, “agora tem sido revelado” (Ef 3.5) e somos chamados a participar destas riquezas! Elas refletem tudo o que se refere à gloria de Cristo, sua divindade, a salvação, a libertação da escravidão da carne, sua glória meritória na cruz do Calvário. Da mesma forma que o mar se torna insondável por sua profundidade, assim são essas riquezas. Elas são todas nossas e estão à nossa disposição. Deus não poupou riquezas ao nos salvar (Ef 1.3).

CONCLUSÃO

Ao expor todo o mistério que lhe fora revelado e anunciar as riquezas insondáveis de Cristo, Paulo apresenta-lhes um intenso rogo para que seus amigos não desanimassem. Que exemplo admirável e motivador (Ef 3.13).

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

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